A queixa de insatisfação estética é muito comum entre homens e mulheres. A busca pelo corpo ideal é frustrada pela dificuldade de perder gordura, mesmo diante de um paciente que pratica atividade física e se preocupa com a alimentação. Isso é explicado devido ao padrão hormonal de cada indivíduo que é determinado pela sua idade, sexo e tipo de alimentação.

De acordo com especialistas, a partir dos 30 anos, há uma desorganização hormonal, influenciada diretamente pelo sexo e alimentação. Nas mulheres, o padrão estrogênico é predominante, explicando a facilidade de ganho de gordura, vez que o estrogênio é lipogênico, ou seja, favorece o acúmulo de gordura, além de estimular e ser estimulado pela insulina, outro hormônio lipogênico.

A insulina, por sua vez, é diretamente estimulada pela escolha alimentar. Ao ingerir um alimento de alto índice glicêmico (IG), uma grande quantidade de açúcar é liberada no sangue e ocorre um pico glicêmico. Essa grande quantidade de açúcar, acidifica o sangue, fato que favorece a proliferação de vírus e bactérias e produção de fatores inflamatórios muito nocivos à saúde. Por isso, a insulina é solicitada, para que haja a retirada do açúcar do sangue, eliminando o pico glicêmico e corrigindo a acidez sanguínea. Esse açúcar será direcionado para o tecido adiposo e armazenado como gordura.

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Imagine que toda vez que o paciente escolhe alimento de alto IG, esta e outras cascatas de reações bioquímicas são desencadeadas, provocando as reações inflamatórias também conhecidas como estresse oxidativo. Ao longo dos anos, o acúmulo destes fatores inflamatórios determinarão o aparecimento de doenças inflamatórias cardiovasculares (iniciando com a pré-diabetes), articulares, neurológicas, envelhecimento precoce e ganho de peso.

Se a paciente faz uso de anticoncepcional cujo o princípio ativo é derivado do estrógeno, teremos mais um estímulo lipogênico e conseqüentemente inflamatório devido á relação já explicada entre estrógeno e insulina e alimentação, sendo comum uma queixa de cansaço, baixo libido, má qualidade de sono e queixas álgicas, além da insatisfação estética.

Se um paciente do sexo masculino apresenta um padrão alimentar de alto IG, percebe-se, em estudos, uma modulação hormonal estrogênica claramente evidenciada pelo aspecto corporal, onde percebe-se acúmulo de gordura similar ao que acontece em pacientes do sexo feminino. A queixa de falta de libido, cansaço, má qualidade do sono, dores e dificuldade de perda de peso são explicadas pelos mesmos mecanismos bioquímicos do sexo feminino, assim como o aparecimento das doenças inflamatórias.

Uma orientação alimentar adequada associado a uma suplementação com fitoterápicos, ácidos graxos essenciais ( ômega 3) e uma escolha de métodos contraceptivos e de reposição hormonal personalizados feitos por um especialista são indispensáveis para uma satisfação estética e, o mais importante, a manutenção da saúde e qualidade de vida.

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Até nosso próximo post!

Mariana Lanat

Dermato funcional

mariana@marianalanat.com

061 83851125

 

 

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